Arquitetura Inca
| As origens do povo
inca remontam às civilizações anteriores aos nazcas e tihuanacos.
As crônicas do império narram a história da família Ayar, que
emigrou para Cuzco vinda do norte, cujo último sobrevivente alcançou
a condição de deus. De fato, sabe-se com segurança que esse império
chegou a abranger mais de 900.000 km2 na costa do Oceano Pacífico e
que seu primeiro imperador-chefe, Manco Capac, criou, por volta do século
XV, o sistema de organização social e estatal mais avançado da Amércia
pré-colombiana.
Essa organização do estado, aliada ao estabelecimento de uma religião e uma língua oficial, permitiu a convivência pacífica de uma grande diversidade de etnias submetidas a um governo central, que por sua vez delegou o poder às famílias mais importantes de cada aldeia. Como em qualquer outro império do Ocidente, utilizaram a arte como expressão máxima da difusão de seu poderio. A função religiosa cedeu lugar à representativa e utilitária, com obras mais próximas da engenharia do que das disciplinas artísticas. Os testemunhos mais importantes dessa cultura encontram-se na arquitetura monolítica e despojada de ornamentos, na qual demonstram tanto uma técnica impecável quanto uma grande frieza expressiva. O aspecto mais notável dessa arquitetura é a espantosa destreza a que esse povo chegou no trabalho com a pedra. Por isso é possível encontrar três tipos de construção estreitamente relacionados com os gêneros arquitetônicos. As obras civis de menor importância, as casas do povo e os depósitos de alimentos eram construídos com pedras irregulares; as fortalezas e torres, com pedras colossais; e os templos, palácios e edifícios do governo, com paredes de pedras geométricas regulares, polidas e encaixadas uma na outra, sem argamassa.
As ruínas de machu Picchu, provavelmente o elemento mais representativo do império inca, continuam sendo um enigma para arquólogos e historiadores. Descobertas em 1911, acredita-se que os espanhóis desconheciam sua localização e, durante séculos, foi o símbolo dos povos submetidos pelos espanhóis, sendo conhecido somente pelos indígenas andinos.
A construção é muito semelhante à dos incas, mas anterior a eles, que talvez por isso tenham mantido o local em segredo como templos de virgens do Sol, fato que se deduz pelos cadáveres femininos encontrados nas escavações. Seu aspecto mais relevante é a fusão completa entre as formas arquitetônicas e as orográficas da montanha.
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