Arquitetura Khmeriana

A arte indiana começou a se expandir a partir da Idade Média e encontrou seu imitador mais respeitado no vizinho reino do Khmer, no Camboja. Os artistas desse reino apostaram, entretanto, em representações mais rígidas, de modo geral estritamente simétricas e despojadas do sensualismo e erotismo do modelo. Especial relevância tiveram os templos piramidais, que se difundiram de lá para o resto da Ásia, e os relevos, de superfícies menos carregadas, aparentemente devido à falta de conhecimentos técnicos de seus escultores.

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Vista do complexo de Angkor Vat

São três as construções básicas da arquitetura indiana que podem ser trasladadas de forma praticamente idêntica para o vizinho reino do Khmer: o stupa ou templo, o caitya ou santuário e o vihara ou mosteiro.

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Stupa de Barabadur
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Entrada do santuário ou caitya
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Vista do Bayon

O stupa teve origem como monumento funerário de pedra, cuja planta era semi-esférica, com cúpula, mirante e balaustrada. Com o budismo, foi evoluindo como representação arquitetônica do cosmo. O acesso a ele era feito por meio de um arco, ou porta, ricamente adornado com esculturas.

Quando o hinduísmo recuperou importância, o stupa foi substituído pelos templos de planta retangular. Em plena Idade Média, apareceriam os templos piramidais denominados vimana, sikhara e gopura, de decoração exuberante e pomposa. Eles constituíriam a tipologia mais difundida no continente asiático.

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Gopura do templo Minakshi
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Gopura do templo de Shiva
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Templo de Ayuthia

Ao longo dos séculos, os povos do arquipélago subíndico e da península cambojana iriam absorvendo a religião e a estética indianas. Da mesma forma, a arte khmeriana, monumental e por vezes próximas da arte chinesa, surge em templos e santuários. Os santuários e os mosteiros eram cavados nas rochas das montanhas e as fachadas, adornadas com relevos e esculturas. O acesso se fazia por uma arcada gigante.

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A carruagem do Sol - Templo de Surya
Konarak, Orissa