Arquitetura Pré-Histórica

Não se pode falar de uma arquitetura pré-histórica no sentido artístico, apesar de seu caráter funcional. Os primeiros homo sapiens refugiavam-se nos lugares que a natureza lhes oferecia, podendo ser em aberturas nas rochas, cavernas, grutas ao pé de montanhas ou até no alto delas. Mais tarde eles começariam a construir abrigos com as peles dos animais que caçavam ou com as fibras vegetais das árvores das imediações, que aprenderam a tecer, ou então combinando ambos os materiais.

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Somente no final do neolítico e início da idade do bronze é que surgem as primeiras construções de pedra, principalmente entre os povos do Mediterrâneo e os da costa atlântica. No entanto, como esses monumentos colossais tinham a função de templo ou de câmaras mortuárias, não se tratando de moradias, seu advento não melhorou as condições de habitação.

Nos primórdios da História, egípcios e sumérios já dispunham dos elementos fundamentais de uma arquitetura artística. Em palácios e templos, os babilônios, hititas e persas levaram a arquitetura a um nível majestoso. Mas foram os gregos que superaram a arte oriental e egípcia com um gênio criador que até hoje pode ser admirado no Partenon de Atenas e em outros vestígios.

Os deuses gregos não estavam separados dos homens. Conviviam com eles e tomavam de empréstimo suas feições. Por esse motivo, os templos eram construídos mais como moradias dos deuses que como lugares de adoração. Esculturas e pequenos modelos de argila, datados de 1.000 anos antes de Cristo e descobertos pelos arqueólogos, mostram que os primeiros templos eram semelhantes às cabanas dos gregos.

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Evolução dos estilos arquitetônicos na construção de templos

Para erigir seus monumentos, os homens da época provavelmente começaram por levantar uma coluna, em honra de um deus ou de um acontecimento importante. Esses monumentos pré-históricos eram pedras, cravadas verticalmente no solo, às vezes bastante grandes (megalito denominado menir). Pelo peso dessas pedras, algumas de mais de três toneladas, acredita-se que não poderiam ter sido transportadas sem o conhecimento da alavanca.

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Estátua-menir

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Alinhamento de menires

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Dólmen em forma de mesa

Estas pedras (os menires) deram origem às colunas. Mais tarde percebeu-se que, usando três elementos, era possível construir. Assim nasceu o dólmen, em forma de mesa, ou o trilito (três pedras), formado por duas colunas que apoiavam uma arquitrave. Uma série de trilitos fez a colunata.

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Coluna
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Trílito
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Colunata

O dólmen ou galeria coberta, espécie de corredor que facilitava o acesso a uma tumba, foi de grande importância na história da arquitetura porque nele se baseiava a arte de construção praticada pelos gregos antigos. O princípio das colunas e da arquitrave foi usado para sustentar o arco das portas e janelas, sendo este o caminho para construção das cabanas aos templos mais majestosos. As duas colunas verticais chamavam-se jambas; a coluna sobreposta em arco ou abóbada, dintel.

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Dólmen de Chan de Arquina

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Dólmen de Creu d'en Cobertella


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Interior de uma habitação neolítica


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Nave de Tudons

Nas primeiras casas, a arquitrave - geralmente de madeira ou pedra - sustentava o dintel da porta de entrada e das pequenas janelas. Para abrigar as estátuas dos deuses, pensou-se num pórtico sobressalente, avançado, tanto para acolher a multidão de fiéis como para engrandecer a morada dos deuses. Esse pórtico saliente - pronau - era sustentado por um par de colunas e foi enriquecendo-se aos poucos até tornar-se um elemento decorativo indispensável.

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De duas colunas, a pronau evoluiu para uma série de colunas, depois duas séries, em plano inferior à principal sala do templo - a cela - cuja finalidade era poder suportar um teto maior. Acrescentou-se então outro pórtico na parte posterior do templo, o epistódomo. Por fim, o templo foi inteiramente rodeado por uma colunata, o peristilo. Essa colunata permitia a construção de edifícios maiores, porque, além das colunas, também as paredes internas sustentavam o teto e o beiral saliente resguardava da chuva as paredes de barro.

Nos prédios mais antigos, a colunata e todas as outras partes eram feitas não de mármore, mas de fortes troncos de madeira. Para resistir ao tempo, era necessário usar a pedra. Porém os gregos desejavam conservar os desenhos de seus templos. Por isso, cerca de 650 a.C., aparecem os primeiros templos de pedra esculpida, colocada exatamente como nos velhos edifícios de madeira. Poucos templos chegaram a conservar por alguns séculos as suas colunas de madeira. Em geral, conforme estragavam, elas iam sendo substituídas por outras iguais, porém de pedra.

A ordem arquitetônica, expressão usada pelos artistas gregos, designava o conjunto dos elementos que compunham a construção. Segundo as proporções e características decorativas desses elementos, principalmente das colunas, definiam-se então as diferentes ordens ( dórica,  jônica, coríntia e outras ordens).

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