Mesopotâmia
A arquitetura da
Mesopotâmia empregou nos seus estágios iniciais tijolos de barro cozido, maleáveis, mas
pouco resistentes, o que explica o alto grau de desgaste das construções encontradas. As
obras mais representativas da construção na Mesopotâmia - os zigurates ou templos em
forma de torre - são da época dos primeiros povos sumérios e sua forma foi mantida sem
alterações pelos assírios. Na realidade, os zigurates (pirâmides com degraus e rampas
laterais coroada por um templo), tratavam-se de edificações superpostas que formavam um
tipo de torre de faces escalonadas, dividida em várias câmaras.
O zigurate da cidade de Ur é um dos que se conservam em melhor estado, graças a Nabucodonosor II, que ordenou sua reconstrução depois que os acádios o destruíram. O templo consistia em sete pavimentos e o santuário ficava no terraço. Acredita-se que na reconstrução tentou-se copiar a famosa Torre de Babel, hoje destruída. O acesso ao último pavimento era feito por escadarias intermináveis e estreitas que rodeavam os muros. O templo era dedicado ao deus Nannar e à esposa do rei Nabucodonosor, Ningal. Totalmente construído com tijolos cozidos e palha, o grande zigurate de Ur ainda mantém de pé sua magnifícia escalinata. Sua imponente figura em meio à planície da cidade o transforma no centro social e religioso. A arquitetura monumental aquemênida retomou as formas babilônicas e assírias com a monumentalidade egípcia e o dinamismo grego. Os primeiros palácios de Passárgada, de Ciro, o Grande (559 a.C. - 530 a.C.), possuíam salas de fileira dupla de colunas acaneladas com capitéis em forma de cabeça de touro, de influência jônica. Para centralizar o poder, Dario (522 a.C. - 486 a.C.) transformou Susa e Persépolis respectivamente em capitais administrativa e religiosa. Seus palácios, obras do renascimento oriental, foram as últimas testemunhas da arquitetura oriental antiga.
O palácio de Dario, em Persépolis, é uma mistura de todos os estilos produzidos pela arquitetura antiga. Com isso, os reis aquemênidas pretendiam aparentar uma imagem de universalidade e grandeza. Ao conquistar a capital Persa, Alexandre Magno destruiu seu palácio, mas a influência dessa cultura antiga chegou a suplantar a helênica em várias épocas de seu reinado. No que se refere às tumbas, os monarcas aquemênidas, que não seguiram a tradição zoroástica de expor seus cadáveres às aves de rapina, mandavam escavar suntuosos monumentos funerários nas rochas de montanhas sagradas. Uma das tumbas mais conhecidas é a de Dario I, na encosta do monte Husseim-Kuh. Sua fachada imita o portal de um palácio e é coroada com o disco do deus Ahura Mazda. Este foi o modelo seguido posteriormente nas necrópolis.
As esplêndidas tumbas dos reis aquemênidas no deserto ainda hoje despertam a admiração de todo mundo. Entalhadas na rocha, combinam também elementos arquitetônicos das diversas culturas do mundo antigo. |