Grécia uma das 7  Maravilhas do mundo

ESTAMOS EM FASE DE ATUALIZAÇÃO ESPERAMOS A SUA COMPREENÇÃO

Mitologia Iniciática

CRONOS

A vasta série de mitos gregos continua através dos séculos ainda a fascinar artistas, estudiosos e ocultistas. A cada século que se passa, mais e mais encantamento vem a trazer ao homem. Infelizmente muito se perdeu sobre o culto e origens do mito. Quando a maravilhosa civilização grega se calou, apesar de que sua complexa religião tenha sido absorvida pelos romanos, a realidade transcendente dos deuses estava sendo apagada. Não quero dizer que os romanos não tenham dado uma contribuição a religião profunda que foi a grega. Eles a enriqueceram e diversificaram com seus próprios mitos. Hoje tudo o que seja da antiga religião é taxado de forma errônea e preconceituosa como paganismo. Como se a religião grega fosse originada de alguma forma de visão satanista do mundo. Esse é um terrível engano. A beleza extraordinária da cultura grega influencia a todas as religiões ocidentais. A complexidade que essa religião teve, ainda quando o povo romano não passava de um povo bárbaro, demonstra o contato com a verdade do universo a um nível que poucos tiveram na nossa era moderna. Muitos consideram a mitologia grega como fruto de um povo antigo, ignorante e afundado em superstições infantis. Esse é um profundo erro. A mitologia é de um alcance assustador. O mito da criação do mundo, tanto na tradição mais corrente, como entre os Órficos, demonstra uma concatenação extremamente lógica da origem da vida e do universo. A compreensão de cada mito grego tem uma conotação extremamente iniciática. De sondar o interno do ser e o contato com o EU. Cada mito seria um arquétipo segundo Jung. Mas essa é uma visão muito simplista do ser humano e de sua composição astral e real. Todo homem e toda mulher são uma estrela. Assim sendo, em nossa origem divina, estipular o ser e suas manifestações como sendo apenas imagens é muito pouco. Essas imagens ancestrais na verdade são profundas e não antigas, não pertencendo a um inconsciente coletivo. É muito mais do que isso.

Quanto a astrologia ocidental ? Ela trabalha com os planetas os quais tem nomes de deuses gregos. Exatamente. Mas qual seria a relação desses planetas com a mitologia ? O significado seria o mesmo ? Na minha opinião, o significado astrológico de cada astro pode ter moldado o mito. O mito é muito mais que simplesmente uma invenção tola, ele reflete uma verdade cósmica muito mais complexa. Pelo princípio hermético do "aquilo que está embaixo é igual ao que está em cima e o que está em cima é igual ao que está embaixo", temos um Marte, uma Vênus, dois Mercurios, um Júpiter, um Saturno e muitos outros, realmente dentro de nós. Assim como temos uma Árvore da Vida, temos um Metatron, um Ratziel, Tzaphkiel, Khamael, Rafael, Haniel, Miguel, Gabriel, Sandaephon e outras infinidades de entidades vivendo dentro de nós, no microcosmo. Em um ritual simples, evocamos Rafael, Gabriel, Miguel e Auriel. Esses arcanjos são os interiores e não os reais do mundo angélico. Eles estão ligados com o mundo angélico real e externo, mas vivem independentemente em nós mesmos. Temos um Odin, um Zeus, um Hórus (principalmente Hórus) lá dentro. Temos demônios também. Existem os seres que criamos, tanto angelicais como demoníacos. E eles vivem lá dentro. E podem se projetar para fora, como formas-pensamento. É esse que eu entendo como o conceito do inconsciente coletivo. Algo muito mais complexo do simples figuras e arquétipos. O termo arquétipo q Jung empregou, é insuficiente para demonstrar todos os elementos das figuras interiores. Os "arquétipos" estão vivos e falam, incomodam, levam a loucura, são confundidos com espíritos e mestres. E para vence-los, ou gastamos 30 anos de analise ou "o tranco" das viagens interiores e magia (visualização). Desta forma, ficaria claro que os deuses da mitologia grega existem realmente ? E que existem vivos tanto dentro de nós como no macro-cosmo exterior ? Podemos chamá-los de egregora. Mas uma egregora é muito pequena para conter as forças que eles detém. Uma das coisas mais incríveis e interessantes é que os mitos e deuses se repetem em diferentes culturas com as mesmas atribuições e formas. Com a mesma ingerência sobre o espírito humano e suas manifestações. O machado de dois gumes de Xangô, o mesmo de Zeus e o martelo de Thor dizem muita coisa. Ainda mais se conhecermos a personalidade dessas entidades e vermos tem as mesmas características. Até os mitos hebraicos como Adão, Eva, Lilith, Samael e Shekhina. Como poderia Lilith, a primeira mulher que mais tarde se torna a esposa de Samael, assassina de crianças, mãe de todos os Incubus e Sucubus ser mais tarde a mulher do Rei (D-us), que dispensou sua esposa Shekhina ? Oxalá, o orixá da luz, aquele que seria o criador dos homens foi embebedado por Exu. Muitos mitos parecem estar além de nossa compreensão, mas representam forças e formas que existem dentro de nós mesmos. Aceitar o mito é um processo demorado e difícil. Compreender como nos relacionamos com ele é algo como penetrar no vazio ilimitado da alma universal. A conclusão: a palavra mitologia é adequada para podermos compreender o que seria esse processo ? Seria realmente mitologia do que estou falando ?

Achemos o fogo divino que arde no profundo de nossas almas ! O fogo do conhecimento, o fogo dos Titãs !