Astecas, Aztecas ou Méxicas
Os índios Astecas, ou Méxica, foram dos povos mais civilizados e
poderosos da América pré-colombiana. Ocuparam como se autodenominaram os
habitantes do Vale do México (em uma ilha do Lago Texcoco), vieram para essa
região, depois de uma longa e lenta migração. Chegaram de um lugar chamado
Aztlán, situado no sudoeste do atal Estados unidos, onde viviam como tribos
guerreiras nômades. Desde a Era Cristã, existiam civilizações urbanas,
sedentárias e agrícolas na região e exemplo dos toltecas.
Os últimos a chegar ao refinado mundo do
planalto mexicano foram os astecas sedentarizaram-se e mesclaram-se com os
toltecas e a partir da aliança feita entre as cidades de Texcoco e Tlacopan,
surgiu o "Império Asteca", tendo como centro a cidade asteca de
Tenochtetlán. Cada uma das cidades-estados possuía o seu próprio rei, mas os
astecas tinham o comando militar na época em que ocorreu a ocupação
espanhola, os indígenas do imenso império só reconheciam um chefe: Montezuma,
o imperador asteca.
A partir de sua capital, Tenochtitleán (hoje a cidade
do México), os Astecas controlavam um grande império que incluia quase todo o
centro e sul do México. Foram guerreiros famosos, com uma organização militar
muito desenvolvida.
Eles eram fortes, de pele escura, cabelos curtos e
grossos, e rostos redondos. Assemelhavam-se a alguns grupos de indígenas que
hoje vivem em pequenas aldeias perto da Cidade do México.
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Curiosidade: Quase todos falavam a língua Náuatle, que em determinadas
palavras assemelha-se ao português, por exemplo; tomate e chocolate, que em Náuatle
é tomatl, chocolete.
Governo
O sistema governamental dos Astecas era monárquico, onde o Conselho do
Imperador, era quem elegia seu sucessor, escolhido entre os membros da linhagem
governante, e chamada Casa Real.
O coração político e espiritual dos Astecas, era a
cidade de Tenochtítlan na ilha de Tlatelolco ( Lugar do Cacto Espinhoso ),
capital do Império Asteca.
Era o Conselho do Imperador, que elegia o sucessor do
Imperador, que era escolhido entre os membros de linhagem governante, a chamada
Casa Real.
O poder do Imperador era hereditário, e considerado de
origem divina e ele governava auxiliado pelo "Grande Conselho", as
suas principais obrigações eram proteger o Povo e homenagear os Deuses.
Os Astecas tinham pouca liberdade de ação e pouca voz
no governo devido a forma de governo ser a Autocrácia.
Sociedade
A sociedade era bastante flexível, ocorrendo mobilidade social dentro do Império.
Alguns membros das baixas camadas livres poderiam
ascender à categoria de dignitários graças à bravura nos combates, era possível
galagar postos militares e chegar a fazer parte da Aristrocracia militar.
Poderiam também, dedicar-se aos serviços religiosos e até, mesmo chegar a ser
supremo Sacerdote.
Ela se organizava como uma pirâmide Deste os indígena:
na base Escravos (bem tratados), Servo ( que trabalhavam nas terras privadas da
nobreza ), já a maioria da população era composta pelos Comuns ( Macehualtin
), que viviam e trabalhavam nas terras comunitárias, por direito de usufruto.
Os Comuns pertenciam a grupos familiares Capulli ( Casas Grande ), que
possuíam terra, um chefe de clã e um templo. Acima de todas as categorias
anteriores, estava a Nobreza Hereditária ( Pipiltin ), de onde saíam os
burocratas para o sistema, e de cujas fileiras se formava o Conselho do
Imperador.
Religião
Desde os indígenas do México, os Astecas foram os que mais cultuaram seus
Deuses. À época da chegado dos Espanhóis, a religião Asteca era uma síntese
de crenças e cultos. Os Deuses agrários dos povos agrícolas do centro do México
fundiram-se com os Deuses astrais dos povos guerreiros bárbaros.
Um dos tipos de Cerimônia de Sacrifício Humano era: Que o
mais bravo dos prisioneiros de guerra era sacrificado a cada ano. No dia de sua
morte, ele tocava flauta no cortejo. Sacerdotes e quatro belas moças
acompanhavam-no.
Cultura
Embora fossem herdeiros culturais de outras grandes civilizações, os Astecas
conseguiram desenvolver técnicas e conhecimentos bastante elevados.
A arquitetura sobressaiu na construção de monumentos,
diques e aquedutos. Na arte da ourivesaria eram mestres. Os sacerdotes, astrônomos
e astrólogos Astecas tinham com um de seus deveres contemplação do céu e o
estudo do movimento dos astros.
Os livros eram importantíssimos, os colégios dos
nobres e os palácio possuíam volumosas bibliotecas. a escrita era uma mistura
de ideografia com a escrita fonética, pois alguns caracteres derrotaram idéias
e objetos, e outros, designavam sons.
O Calendário
No Calendário se encontram representadas a cosmogonia e a cronologia dos
antigos mexicanos. Ao centro destaca-se o Sol (Deus Tonatiuh) sedento de sangue
com o signo nauiollin, símbolo do nosso universo. Os quatro braços da Cruz de
Santo André, correspondentes ao signo Ollin, contêm os símbolos dos quatro
antigos Sóis. Em torno destes hieróglifos, círculos concêntricos mostram os
signos dos dias (vide abaixo), os anos, representados pelo glifo xiuitl composto
de 5 pontos, sendo 4 em cruz e mais outro no meio e, enfim, duas "serpentes
de turquesa", isto é, os dois períodos de 52 anos que correspondem aos 65
anos do planeta Vênus, os dois constituindo o ciclo de 104 anos denominado
ueuetiliztli ("velhice").
Os astecas tinham conhecimento precisos sobre a duração
do ano, a determinação dos solstícios, as fases e eclipses da Lua, a revolução
do planeta Vênus e diversas constelações, como as Plêiades e a Grande Ursa.
Eles atribuíam uma atenção especial à mensuração do tempo, numa aritmética
que tinha como base o número 20.
Ao fim de cada período de 52 anos, acendia-se o
"Fogo Novo" no cimo da montanha de Uixachtecatl. Isto era denominado
"liga dos anos". Era comemorado como um verdadeiro
"Reveillon" místico com sacrifícios, danças, renovação de utensílio
domésticos, etc.
O Calendário Asteca possuía 18 meses com 20 dias,
estes últimos a saber:
Coatl
- Cobra
Cuetzpallin - Leopardo
Calli - Casa
Ehecatl - Vento
Cipactli - Crocodilo
Xochitl - Flor
Quiahuitl - Chuva
Tecpatl - Pedra
Ollin - Tempo
Cozcacuauhtli - Abutre
Cuauhtle - Águia
Ocelotl - Jaguar
Acatl - Bastão
Malinalli - Erva
Ozomatli - Macaco
Itzquintli - Cão Careca
Atl - Água
Tochtli - Coelho
Mazatl - Cervo
Miquiztli - Caveira
Agricultura e Subsistência
Alimentavam-se essencialmente de milho (era tão importante que existia até um Deus-Milho), feijão, abóbora, pimenta e tomate. Os grãos de amaranto e sálvia eram usados em mingaus. Em torno do lago, consumiam-se peixes, crustáceos, batráquios e até insetos aquáticos. Aliás, os peixes e crustáceos só chegavam ao Planalto para serem consumidos pelas mais altas camadas da sociedade.
O Fim do Império
Em 1519, Hermán Cortés partiu da ilha de Cuba com o objetivo de saquear a
civilização Asteca.
Os Astecas tomaram conhecimento dos estrangeiros pela
descrição de seus informantes. Montezuma e seus conselheiros concluíram que
Quetzalcoatl estava retornando para tomar o que era seu. Os Astecas enviaram
mensageiros com presentes para Cortés, imaginando ser ele seu Deus.
Os presentes em vestimentas, jóias e ouro despertaram
a cobiça de Cortés. O conquistador Europeu, percebeu, que havia alguns povos
dominados pelos Astecas que lhe tinham ódio: aliou-se, então, a esses povos
que recebiam os Espanhóis como libertadores.
A destruição do Império Asteca foi possível, em
parte, pela superioridade em armamentos dos Europeus. Os canhões, os cavalos,
os arcabuzes e as espadas de ferro aterrorizavam os homens a pé e armados de
arcos e flechas. Não podemos esquecer também o papel desempenhado pela
diplomacia de Cortés na conquista. Esse Espanhol semi-analfabeto, sedento de
ouro e sangue, soube utilizar os povos nativos dominados pelos Astecas, para
obter seus intentos.
Era atuação do sistema capitalista Europeu, que não
poupava nem mesmo vidas humanas para impor suas regras pré-estabelecidas na política
mercantilista vigente.