O casamento
A
idade para o casamento era aos 20 anos para o menino e 16 para a menina. Quando
chegavam a essa idade, eram dispostos em duas colunas e um funcionário os
casava. A escolha entre eles já havia sido feita anteriormente cabendo ao
funcionário apenas resolver conflitos em caso de uma mesma mulher ser escolhida
por dois homens. Realizada a cerimônia, o casal recebia terras da comunidade a
qual estavam ligados.
Se o procedimento desses casamentos não nos causa
surpresa o mesmo não podemos dizer do processo pelo qual algumas mulheres eram
escolhidas em uma comunidade para serem enviadas a Cuzco.
De tempos em tempos reuniam-se em um distrito todas as
meninas de 10 anos sendo escolhidas as mais inteligentes e bonitas. Em seguida
eram mandadas para Cuzco onde iam aprender cozinhar, tecer e outras prendas mais
que consideravam necessárias. Depois de alguns anos, outra escolha definiria
aquelas que seriam distribuídas como esposas secundárias (do Inca ou de
nobres), e aquelas que deveriam permanecer em celibato.
O que é importante observar nesta política de
casamentos é a criação de laços inter-étnicos, aproximando mulheres originárias
de grupos étnicos diferentes do universo cuzquenho.
A educação
Entre
os Incas existia uma elite formada por funcionários, chefes valorosos e mesmo
por chefes vencidos que haviam sido integrados ao império. O filhos desta elite
eram educados nas escolas de Cuzco onde aprendiam história, astronomia,
agrimensura, respeito a um deus supremo. Também lutavam, corriam, fabricavam
armas e sandálias. A educação era severa, compreendendo jejuns e exercícios
violentos que poderiam até resultar em morte.
Terminado este período, o menino era apresentado ao
Inca que lhe furava a orelha passando a ser este um símbolo de sua distinção
social.
Danças
Qamili:
Uma dança praticada em grande escala, com vestimenta
especial e originária das cidades de Maca e Cabanaconde.
Wit'iti:
Dança para um grupo com vestes especiais, originária
de Colca e Caylloma.
Saratarpuy:
Sara=milho, Tarpuy=colheita.É uma variação da Qamili
e é praticado quando é tempo de colheita do milho, eles dançam nesse evento
especial o saratarpuy, desejando que a colheita seja boa.
Qhashwatinky:
Competição de dança entre grandes grupos, com
pessoas jovens que tocam grandes flautas chamadas pinkullos.
Sarawayllu:
Praticado em quase todas as cidades Kechwas cada
vez que se termina de construir uma nova casa. Não é uma dança, é somente
cantado pelos convidados.
Kiyu-Kiyu:
É uma dança sobre a chuva. As pessoas, dirigindo-se
para a cidade santa(varayuq) saem pelas ruas da cidade(ayllu) cantando e dançando
na chuva.
Llamera:
Llamera é uma jovem que cuida de lhamas e vive nos
Andes.
Essas danças são muito bonitas e foram compostas pelas lhameras, que dançam e cantam enquanto suas lhamas pastam, ou enquanto viajam com as lhamas pelos solitários lugares dos Andes. Atualmente não são somente elas que cantam e dançam "As llameras", também grupos de meninas de cada cidade dos Andes em qualquer evento ou celebração.
Tinkaches:
Uma dança e canto praticados enquanto suas terras e
animais são dedicados à Deus. Ao som do tambor e da flauta eles dançam e
cantam felizes, desejando que Deus cuide das suas terras e animais.
Hailis:
Canções cantadas depois de terminar o trabalho
no campo, ali não tem instrumento musical. Um começa a cantar e o outro
responde: Haili!
Yarqha Haspiy:
Canções cantadas por mulheres que trabalhavam nos
canais de água, trabalho muito importante, pois de lá depende o abastecimento
de água para a cidade; este trabalho pode ser de duas vezes ao ano de acordo
com a vazão.
Note: Quando os Quíchuas cantam essas canções, contam histórias e lendas. Se ninguém mudar as letras das músicas, elas serão folclóricas autênticas.