Nome. Além de Guajajára, eles têm uma outra auto-denominação mais abrangente, Tenetehára, que inclui também os Tembé. Guajajára significa "portador do cocar" e Tenetehára, "somos os seres humanos verdadeiros". Às vezes, os Guajajára traduzem Tenetehára por "índio", excluindo desta categoria os grupos Jê, como os Canelas, que são chamados àwà ("selvagens, bravos"). A origem do nome Guajajára é desconhecida, mas provavelmente vem da população regional não-indígena, o que leva a crer não tratar-se de auto-denominação. Tanto entre os próprios índios quanto na literatura científica, atualmente a denominação Guajajára é mais usada do que Tenetehára.

Língua. A língua Guajajára pertence à família tupi-guarani, sendo as línguas mais próximas o Asurini (do Tocantins), o Avá (Canoeiro), o Parakanã, o Suruí (do Pará), o Tapirapé e o Tembé, que lhe muito semelhante. Os Guajajára chamam sua língua de ze'egete ("a fala boa"). Ela é subdividida em quatro dialetos que são mutualmente intelegíveis, sem maiores complicações. Nas aldeias, o Guajajára é falado como primeira língua, enquanto o português tem a função de língua franca, que é entendida pela maioria. A situação sociolingüística dos Guajajára que moram nas cidades é desconhecida.

Localização. Todas as terras indígenas dos Guajajára, onze no total, estão situadas no centro do Maranhão, nas regiões dos rios Pindaré, Grajaú, Mearim e Zutiua. São cobertas pelas florestas altas da Amazônia e por matas de transição, mais baixas. Os Guajajára nunca habitaram os cerrados vizinhos, região dos povos jê. Sua região mais antiga, historicamente conhecida, foi o médio rio Pindaré. A partir do final do século XVIII e início do seguinte, expandiram seu território para as regiões dos rios Grajaú e Mearim, onde se estabeleceram pouco tempo antes da chegada dos brancos, disputando com vários grupos timbira as áreas de caça. Por volta de 1850, uma parte dos Tenetehára migrou para o norte e mais tarde passou a ser chamada de Tembé pelos regionais.
As terras indígenas atuais, todas homologadas e registradas, são as seguintes:

 

Terra indígena

Município(s)

Extensão (ha)

Araribóia

Amarante, Grajaú, Santa Luzia

413.288

Bacurizinho

Grajaú

82.432

Cana-Brava

Barra do Corda, Grajaú

137.329

Caru

Bom Jardim

172.667

Geralda/Toco Preto

Grajaú

18.506

Governador

Amarante

41.644

Lagoa Comprida

Barra do Corda

13.198

Morro Branco

Grajaú

49

Rio Pindaré

Bom Jardim, Monção

15.002

Rodeador

Barra do Corda

2.319

Urucu-Juruá

Grajaú

12.697


As terras indígenas Araribóia, Bacurizinho e Cana-Brava abrigam 85% da população guajajára. Em várias terras, eles não são os únicos habitantes indígenas: há grupos dos Guajá em Araribóia e Caru, dos Tabajára em Governador e Rio Pindaré e dos Guaraní, Krenyê e Kokuiregatejê em Rio Pindaré. Nas áreas Governador, dos Gavião-Pukobyê, e Geralda/Toco Preto, dos Kokuiregatejê, os Guajajára representam uma minoria.

Demografia. O número exato dos Guajajára é desconhecido, pois as estatísticas da FUNAI são incompletas, ignorando várias aldeias. Segundo os dados da FUNAI de 1990 e 1994, são cerca de 9.600, mas os cálculos do autor indicam cerca de 11.450 para 1998. Em 1942 Charles Wagley e Eduardo Galvão os estimaram em 2.000 indivíduos. Mércio Gomes calculou 2.500, 3.000 e 4.300 para os anos de 1942, 1953 e 1975 respectivamente. Faltam números exatos do crescimento atual, que é na faixa de 2,5% a 3,0%. Também faltam estatísticas sobre as taxas atuais de mortalidade infantil e de adultos, que não parecem ser menores que as da população rural regional, que são altas.
Não há estatísticas referentes às uniões interétnicas, que representam menos de 5% de todos os casamentos, e nem a seus descendentes. A forma mais comum destes casamentos é entre homens brancos e mulheres indígenas, sem padrões definidos de residência pós-nupcial, seja ela nas terras indígenas ou fora delas.

História do contato. O primeiro contato com os brancos pode ter acontecido em 1615, com uma expedição exploradora francesa. Até os meados do século XVII, os Tenetehára foram assolados pelas expedições escravagistas dos portugueses no médio Pindaré. Esta situação mudou com a instalação das missões jesuítas, que ofereceram certa proteção contra a escravidão, mas implicaram um sistema de dependência e servidão (1653-1755). Depois da expulsão dos jesuítas da Colônia pela Coroa, os Tenetehára conguiram recuperar parte de sua antiga independência, reduzindo os contatos com os colonizadores. A partir de meados do século XIX, foram progressivamente integrados em sistemas regionais de patronagem, com todas as formas conhecidas de exploração extrema (como coletores ou remeiros, por exemplo). A política indigenista da época não articulava qualquer proteção contra estes abusos. Os Guajajára, de vez em quando, reagiam violentamente, mas em geral permaneciam submissos. A maior revolta, no entanto, foi causada por um empreendimento de missão e colonização dos capuchinhos, a partir de 1897, em Alto Alegre, na região atual de Cana-Brava. Em 1901, o cacique Cauiré Imana conseguiu unir um grande número de aldeias para destruir a missão e expulsar todos os brancos da região entre as cidades de Barra do Corda e Grajaú. Poucos meses depois, os índios foram derrotados pela milícia (composta de contingentes do Exército, da Polícia Militar, de indivíduos da população regional e de guerreiros Canelas) e perseguidos por vários anos, o que fez muito mais vítimas entre os Guajajára do que entre os brancos. A revolta de Alto Alegre representa um dos incidentes mais importantes na história deste povo. Novos conflitos sangrentos surgiram a partir dos anos 60 e 70, com a expansão descontrolada de latifúndios no centro do Maranhão, empurrando muitos posseiros para dentro das terras indígenas. O maior palco destes conflitos foi de novo Cana-Brava, com o povoado ilegal de São Pedro dos Cacetes, que existiu de 1952 a 1995 e contra o qual os Guajajára tiveram que resistir quatro décadas, com apoio apenas esporádico do Governo Federal. Outras ameaças surgiram a partir dos anos 80, com o Programa Grande Carajás e com a cobiça de pequenas madeireiras regionais.
O contato com outras etnias indígenas - Guajá, Urubu-Ka'apor e vários grupos timbira, entre os quais os Canelas - era tradicionalmente marcado por hostilidades. Apesar do fim dos confrontos armados, ainda existem ressentimentos interétnicos, particularmente contra os Canelas e os Guajá.

Atividades econômicas. A principal atividade de subsistência é a lavoura, principalmente de arroz, milho, mandioca, inhame, feijão, fava, melancia, jerimum, amendoim e banana. Na estação seca, de maio a novembro, são realizadas a roçagem (limpeza), derrubada, queimada e coivara, enquanto de novembro a fevereiro se faz o plantio. As áreas plantadas por unidade residencial geralmente são pequenas: a média é de 1,2 ha. Algumas aldeias têm grandes roças comunais preparadas para projetos comunitários, para plantar arroz e frutas para a comercialização. A pesca é praticada pelas aldeias ribeirinhas, enquanto a caça tornou-se uma atividade cada vez menos produtiva, por causa da concorrência dos brancos e das limitações das áreas. A coleta ainda é praticada por quase todos os Guajajára. As ativitades de coleta, no entanto, estão sendo substituídas pelo plantio de fruteiras nas aldeias. As relações econômicas com os brancos geralmente são monetárias. As fontes de renda mais comuns são a comercialização de produtos agrícolas, a venda de artesanato e trabalhos temporários (para os colonos) ou permanentes (para a FUNAI). Outra fonte de dinheiro é a venda de maconha, plantada tradicionalmente pelos Guajajára. A maconha foi introduzida por escravos africanos no século XVIII e seu consumo ainda é uma parte integral da cultura indígena, mas sua venda gera conflitos muito sérios e violentos com as Polícias Federal e Militar. Um problema muito grave é a comercialização predatória dos recursos naturais das áreas por concessões a madeireiras e caçadores, de modo a obter pequenos lucros a curto prazo para, por exemplo, comprar os remédios não fornecidos pelo serviço deficiente da FUNAI.

Organização social e política. Atualmente, as aldeias não mais tomam nenhuma forma típica: são compridas (ao longo de caminhos), redondas ou quadrangulares. Localizam-se de preferência à beira de rios ou, na falta de cursos d'água, perto de lagoas na mata. A proximidade de uma estrada pode ser outro fator atraente, para vender artesanato, por exemplo. As aldeias, hoje em dia quase permanentes e poucas vezes transferidas, geralmente não têm mais de 360 moradores. As casas, construídas no estilo regional camponês, em geral são habitadas por famílias nucleares. As aldeias costumam manter sua independência e poucas vezes formam coligações regionais, mas existem relações de parentesco, matrimoniais e rituais entre as mais próximas.
O sistema de parentesco e as formas de casamento destacam-se pela flexibilidade em estabelecer e aproveitar relações. A unidade de parentesco mais importante é a família extensa. Não há metades, clãs ou linhagens, nem qualquer direito ou obrigação que se transmita por uma linha de descendência específica. A residência pós-núpcial é com os pais da mulher (uxorilocalidade), pelo menos temporariamente. Muitos chefes de família extensa procuram manter o maior número de mulheres junto de si, até adotando as filhas de homens falecidos que eles costumavam chamar de "irmãos". Eles tentam arranjar casamentos para essas moças para assim conseguir genros que devem viver pelo menos um ou dois anos junto aos sogros, prestando vários tipos de serviço. Se o chefe de família tem bastante prestígio, consegue que os genros se fixem definitivamente com ele, aumentando, desse modo, o número de colaboradores e angariando co-partidários para formar uma facção na aldeia.
A chefia, sem regras fixas para se estabelecer, sofreu algumas mudanças com a política indigenista. Os principais critérios tradicionais para assumir a liderança (qualidades individuais e uma base de co-partidários por consangüinidade e afinidade) ficaram menos importantes, comparados com as exigências de saber lidar com o mundo dos brancos. Isto diz respeito, em primeiro lugar, à capacidade de se relacionar com os órgãos governamentais e tirar vantagens disto para a comunidade local, e ao perfil de qualidades individuais (conhecimentos do português e talento diplomático, entre outras). Cada aldeia tem seu próprio cacique ou capitão, e às vezes um vice. Alguns caciques tentam estender sua influência às aldeias vizinhas, mas sua autoridade é muito instável e pode ser contestada a qualquer instante pelos concorrentes da própria aldeia. Neste jogo pelo poder, o órgão indigenista costuma intervir para promover seus próprios protegidos, que podem ser personagens fracos, sem base verdadeira nas aldeias.
As relações de gênero são marcadas por um equilíbrio crescente em favor das mulheres. A tradicional divisão sexual bem definida do trabalho não existe mais, restando cada vez menos atividades tipicamente "masculinas", que atualmente apenas são a caça e o preparo da lavoura. As mulheres ainda não conseguiram conquistar a arena política, ficando à margem das reuniões e continuando a influenciar os homens na esfera doméstica. Nas relações sexuais, são principalmente as mulheres que costumam tomar a iniciativa.
Quanto aos nomes pessoais, atualmente predominam os cristãos-portugueses. Geralmente, só as pessoas acima de sessenta anos ainda têm nomes indígenas.

Cultura material. Os Guajajára abandonaram quase toda a sua cultura material tradicional, ainda produzindo um pouco da cestaria e redes de dormir, para uso doméstico e comercialização. Com os incentivos da FUNAI a partir dos anos 70, os Guajajára voltaram a produzir arte plumária, adornos, armas e cestaria, lembrando-se de padrões antigos e imitando modelos de outros povos indígenas, finalmente criando um novo estilo próprio que hoje em dia pode ser identificado com facilidade. Desse modo, os Guajajára também voltaram a usar pintura corporal, por ocasião tanto de festas e rituais como de manifestações políticas.

Cosmologia, mitologia e ritos. A cosmologia tradicional é típica dos povos tupi-guarani, distinguindo-se quatro categorias de seres sobrenaturais, que recebem a designação genérica de karowara: (1) os criadores ou heróis culturais, responsáveis pela criação e transformação do mundo, sendo Maíra o mais importante e Zurupari, o criador das pragas e dos insetos, das cobras peçonhentas e aranhas, um herói cultural muito temido; (2) os "donos" das florestas e das águas, que são hostis e muito temidos por seu poder maligno; (3) os azang, espíritos errantes dos mortos, também muito temidos; e (4) os piwara, espíritos de animais. Muitos Guajajára não acreditam mais nestes seres, por causa das atividades missionárias.
A mitologia é uma mistura de motivos tupi, europeus e africanos. Há, por exemplo, um mito com o motivo da Gata Borralheira e a figura do Zurupari. Existem três categorias principais de mitos: (1) mitos de heróis culturais; (2) mitos que apontam uma moral; e (3) mitos de animais. Em todos os mitos registrados até agora, destaca-se o papel importante de Maíra.
Os grandes rituais tradicionais estão quase abandonados. O mais importante era a Festa do Mel (zemuishi-ohaw), realizada em setembro ou outubro, durante a estação seca, e que exigia vários meses para ser preparada. Ela desempenhava um papel muito importante nas boas relações entre as aldeias. A Festa do Milho (awashire-wehuhau) realizava-se todos os anos na época das chuvas, durante o período de crescimento desse vegetal. Seu propósito era garantir uma boa colheita e proteger o milho contra as ações dos azang. Por isso, sua principal característica era a pajelança. O rito do Moqueado, realizado na mesma ocasião como parte da Festa do Milho, marcava o final da puberdade para os adolescentes participantes. O Moqueado ainda é praticado em intervalos irregulares, mas tornou-se meio profano, muitas vezes só restando a parte culinária do rito para acompanhar reuniões políticas. A causa principal do abandono dessas festas é a falta de tempo para prepará-las e realizá-las, considerando a integração dos Guajajára na economia regional.
O xamanismo também está em extinção. Antigamente, a maioria dos homens tentava, a qualquer altura, ser pazé, mas poucos tinham sucesso e ganhavam fama. O poder e a reputação dos pajés dependiam do número de seres sobrenaturais que eles sabiam "chamar". Pajés muito reconhecidos podiam se tornar também líderes poderosos. A pajelança era uma atividade quase exclusivamente masculina.

Situação contemporânea. Os limites das terras indígenas, apesar da boa situação jurídica formal, muitas vezes não são respeitados. A população regional tem preconceitos muito fortes contra os índios e grande dificuldade de aceitar as demarcações. Na maioria dos casos, são pequenas madeireiras regionais e grupos de posseiros que violam os limites, mas atualmente não há nenhum grande conflito das dimensões de São Pedro dos Cacetes, no início dos anos 90.
As áreas são assistidas oficialmente pelas administrações regionais da FUNAI de São Luís, Barra do Corda e Imperatriz, que são controladas parcialmente pelos próprios Guajajára, até no cargo de administradores regionais. Isto, porém, não ajudou a acabar com o clientelismo típico do órgão e suas tentativas de cooptação das lideranças tradicionais, sem melhorar a qualidade da assistência.
A situação da saúde nas aldeias é preocupante e caracterizada por deficiências fundamentais na assistência. Os Guajajára são muito mais atormentados por doenças, como verminoses, malária, tuberculose e vários tipos de gripe, do que o restante da população rural.
A situação da educação é pouco melhor, sendo a escola bilíngüe uma exigência apenas parcialmente cumprida, apesar das boas cartilhas preparadas pelos missionários do Summer Institute of Linguistics. Muitas aldeias ou não têm escolas ou estas não funcionam, seja por falta de material didático ou de pessoal docente qualificado.
Em 1990, foi fundada a Associação Comunitária Guajajára, que tem como objetivos ampliar a autodeterminação política, melhorar a situação econômica com projetos comunitários, e revitalizar e conservar partes da própria cultura. A Associação almeja representar um dia todas as aldeias guajajára da região de Barra do Corda, fazendo sua base principal na zona setentrional e central de Cana-Brava. Seus protagonistas são os líderes tradicionais. A Associação recebe recursos materiais e financeiros da ELETRONORTE.
As terras dos Guajajára foram atingidas por vários projetos, particularmente no âmbito do Programa Grande Carajás: pela construção da Ferrovia Carajás, que afeta Caru, Rio Pindaré e, indiretamente, Araribóia; pela inclusão no "Programa de Apoio às Comunidades Indígenas" (1982-1987); e por convênios especiais da ELETRONORTE e do Banco Mundial com várias comunidades locais, para compensar danos causados pela construção de infraestruturas como, por exemplo, uma linha de transmissão elétrica que passa por Cana-Brava. A área Bacurizinho foi incluída no Projeto Integrado de Proteção às Populações e Terras Indígenas da Amazônia Legal (PPTAL), no âmbito do Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais do Brasil (PP G-7).
As atividades missionárias entre os Guajajára, com exceção do católico Conselho Indigenista Missionário (CIMI-MA), ativo desde os anos 70, são quase exclusivamente protestantes, principalmente dos pentecostais, que já conseguiram "conquistar" até a metade de algumas aldeias, assim contribuindo altamente para a destruição da religião indígena. A assistência qualificada dos missionários, especialmente na área da saúde, em comparação com aquela da FUNAI, é um fator de atração muito importante para os índios.

Nota sobre as fontes. Os textos etnológicos têm focalizado os Guajajára, sem exceção, sob o prisma do contato interétnico, a começar pelo livro de Charles Wagley e Eduardo Galvão, Os índios Tenetehára, publicado primeiramente em inglês, baseado em pesquisa de campo realizada nos anos 40, que aborda sua cultura em transição para o modo de vida sertanejo. Mércio Gomes, por sua vez, nos anos 70, em sua tese de doutorado, defendida na Universidade da Flórida, examinou, à luz de uma análise marxista, a história das relações dos Guajajára com os brancos, desde o período colonial. Na década de 80 concentram-se os artigos de Edson Diniz, que se referem uns aos outros, repetindo os autores já referidos, sem nenhuma contribuição inovadora. Mais recentes, os trabalhos de Peter Schröder apresentam principalmente a situação dos Guajajára no final dos anos 80 e nos anos 90. Ele publicou sua tese de doutorado, defendida na Universidade de Bonn, na Alemanha, sobre a formação de um movimento político entre os Guajajára (1993), usando uma abordagem multicausal.
O livro Cauiré Imana, de Olímpio Cruz, descreve num estilo beletrístico o levante guajajára contra a missão dos capuchinhos, em 1901.
Sobre a língua guajajára há o trabalho de David Bendor-Samuel.
Peter Schröder elaborou uma bibliografia exaustiva sobre os Guajajára, que lhe pode ser solicitada pelos interessados.
Existe um filme documentário sobre o conflito de Alto Alegre. Nos filmes documentários de Jürgen Diekert e Jacob Mehringer sobre os Canelas, mostrados na Alemanha e pela representante regional da rede Globo em São Luís, há muitos trechos com os Guajajára.

Fontes de Informação

Peter Schröder
Universidade Federal do Ceará
Fax: (085) 281-5223
dezembro de 1998

 

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